
Dinâmica e determinada, a carioca Carolina sempre demonstrou grande interesse pelos estudos e pelo trabalho. Já no colégio, procurava atividades que a desafiassem e a mantivessem produtiva. Sem hesitar, optou por concluir o Ensino Médio com um diploma internacional mais rígido, o International Baccalaureate (IB). Sempre atualizada e interessada por política, Carolina também escrevia artigos para o jornal interno do colégio.

Durante o Ensino Médio, fez um intercâmbio de seis meses na França. Ao ser aceita na Yale University, Carolina se inscreveu no processo seletivo da Fundação Estudar. Seu maior interesse era a possibilidade de contar com o apoio de um networking de pessoas experientes e com objetivos em comum.
Os primeiros meses no exterior não foram fáceis. “Estar entre pessoas tão brilhantes e em um ambiente que oferece inúmeras oportunidades traz vantagens, mas também desafios”, conta Carol, como é conhecida pelos amigos. “A rotina de estudos é rigorosa e manter contato com o Brasil é uma tarefa desafiadora.” Mas em pouco tempo Carol se adaptou. De janeiro até maio de 2008 – e com apenas 19 anos – Carol trabalhou no Yale New Haven Teachers Institute, organização que tem o objetivo de integrar professores de Yale e de escolas públicas da região por meio de seminários. “Os professores das escolas públicas saem com boas idéias para redesenhar o currículo de suas matérias e motivar seus alunos.”
Mesmo com intensa rotina, nem mesmo nas férias Carol pensa em parar. Foi assim aos 16 anos de idade, quando decidiu trocar as férias de julho por uma oportunidade de estágio na WEBB, consultoria carioca de outsourcing. Em 2007, também trabalhou como voluntária na organização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e, no mesmo ano, aproveitou as férias para fazer um estágio na Mabel, empresa de biscoitos. “Foram experiências que me possibilitaram conhecer diversos profissionais e me desenvolver.”
Interessada por diferentes culturas e contextos políticos, Carol sempre almejou percorrer a América do Sul. Decidiu, então, transformar esse desejo em um projeto acadêmico. Desenvolveu uma proposta de pesquisa sobre os partidos oposicionistas da América Latina – “La Oposición: Difficulties in Challenging Populist Governments in Venezuela and Bolivia” – e candidatou-se ao programa Thomas C. Barry Travel Fellowship, iniciativa de Yale que oferece bolsas de pesquisa.
Concorrendo com cerca de 100 estudantes, Carol ganhou uma das oito bolsas oferecidas. Recentemente viajou para Bolívia e Venezuela para estudar os grupos oposicionistas aos governos dos dois países e utilizou-se dessas observações para analisar as dificuldades que esses grupos enfrentam para ganhar popularidade na América Latina. “Pretendo, com minha pesquisa, imprimir novos métodos de observar a ‘oposição’ no Brasil.”
Última atualização: novembro/2008
