Casos de Sucesso
Casos de Sucesso
Mateus Affonso Bandeira
Graduado em Informática pela Universidade Católica de Pelotas e com MBA com ênfase em Finanças e Políticas Públicas na Wharton School, Mateus participou ativamente do maior processo de ajustes da história do Rio Grande do Sul, atuando como diretor de Tesouro do estado.
"Nunca tive medo de desafios. Eles, na verdade, me motivam a seguir em frente".
Mateus Affonso Bandeira
Mateus Affonso Bandeira
Responda rápido: você aceitaria um convite para ser diretor de Tesouro do Estado brasileiro com o mais baixo nível de investimento entre todos os Estados da Federação, a maior despesa com pessoal e os maiores gastos com inativos, além do maior endividamento de sua história? Se você disse sim, é bem provável que você tenha a mesma coragem e determinação que Mateus revelou ter, no início de 2007, quando deixou de ser assessor técnico do senador Aloizio Mercadante, então Líder do Governo no Senado Federal, para assumir o cargo no Rio Grande do Sul.
Em sua terra natal, Mateus deparou-se com um déficit projetado de 2,4 bilhões de reais e 1,5 bilhão de reais de dívidas no curto prazo. Não havia dinheiro em caixa e o Estado perderia, a partir de 2007, 700 milhões de reais em receita em função da redução das alíquotas de ICMS. "A saída foi trabalhar com o conceito de duplo planejamento, resolvendo o hoje e o amanhã, mas sem deixar de pensar no longo prazo", explica Mateus, que tem uma equipe direta de cerca de 20 pessoas, com mais 300 subordinadas a elas.
Para conseguir alcançar o equilíbrio financeiro e dar capacidade de investimento ao Estado, foi preciso implementar uma série de medidas, entre elas um profundo corte nos gastos públicos, de mais de 300 milhões de reais, e ações focadas na modernização da gestão e na reforma da previdência. "Felizmente conseguimos construir no Governo um consenso de que o ajuste era para valer e que tinha que acontecer rápido e com medidas perenes, e não extraordinárias", diz Mateus.
E os resultados apareceram. O déficit projetado de 2,4 bilhões de reais para 2007 foi zerado em 2008. "Tive o privilégio de participar de uma equipe de governo que conduziu o maior programa de ajuste fiscal de um Estado no Brasil, tendo coordenado um rigoroso programa de modernização da gestão pública, batizado de Fazendo Mais com Menos”, revela Mateus. "Assim, alcançamos o equilíbrio das contas públicas depois de 37 anos de déficits, e recuperamos a capacidade de investimento do Estado”.
Bolsista da Fundação Estudar, Mateus acredita que seus dois anos de MBA na Wharton contribuíram muito para que ele pudesse encarar desafios como os que encontrou no Tesouro. "Além de contar com toda a tradição de Wharton na área de finanças, lá tive a oportunidade de estudar modelos de previdência e privatizações de países como Chile e Estados Unidos."
Concluído o ajuste fiscal, Mateus foi então convidado para ser secretário de Estado do Planejamento e Gestão (jul/2008-abril/2010), assumindo a responsabilidade direta pela elaboração e gerenciamento do orçamento estadual, pela coordenação e implementação do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e pela presidência do Comitê de Governança Corporativa das empresas estatais.
Desde 2008 no Conselho de Administração do Banrisul, em abril de 2010 Mateus assumiu a posição de diretor-presidente (CEO) do Banrisul – Banco do Estado do Rio Grande do Sul, um dos 10 maiores bancos brasileiros de varejo. A frente da gestão do Banrisul, Mateus comandou novamente um grande programa de eficiência operacional, que permitiu ao banco atingir em 2010 o maior resultado da sua história, com patamares de eficiência e rentabilidade comparável aos dos maiores bancos brasileiros.
Depois de 17 anos atuando na área pública, Mateus decidiu aceitar um novo desafio, desta vez no setor privado: “Aceitei, com muita alegria, o desafio de comandar o INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial, maior consultoria de gestão do país, fundada pelo Professor Falconi”. Na presidência do INDG, Mateus terá a oportunidade de continuar a colaborar para a modernização da administração pública, já que o segmento governamental representa 20% da carteira de projetos da consultoria.












