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01/12/2011

Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, fala sobre sua carreira no Liderança na Prática

por Ivan Oliveira

Romero Rodrigues, do Buscapé

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“Se eu tivesse noção da burocracia e dos riscos, talvez até tivesse pensado duas vezes, mas quando a gente é jovem, é tudo mais fácil”, diz Romero Rodrigues, de 34 anos. A experiência de mais de 10 anos à frente do Buscapé – empresa que mantém sites que fornecem serviços gratuitos de pesquisa por produtos e seus preços – lhe deu a segurança típica de quem acertou. Mas não lhe tirou a empolgação, a fala intensa e a evidente paixão pelo negócio que sustenta. Romero trouxe tudo isso ao Liderança na Prática, que dessa vez aconteceu na FGV, em São Paulo, com a parceria da Consultoria Júnior Pública.

Formado em Engenharia Elétrica pela USP, criou o Buscapé aos 21 anos. Quando seu colega Rodrigo Borges foi comprar uma impressora pela internet, teve enorme dificuldade de achar o preço do produto ou maiores detalhes técnicos. “Percebíamos que achávamos as coisas, mas eram poucas informações de compra”, conta Romero. Foi o impulso para 4 amigos – o próprio Romero, Ronaldo Takahashi, Rodrigo Borges e Mário Letelier – fundarem o Buscapé, site que atualmente recebe 30 milhões de visitas mensais.

Com todas as dificuldades burocráticas de um início de negócio, Romero até tinha plano B – “Se nada desse certo, iria pra McKinsey, pra BCG, para uma das grandes empresas de consultoria” –, mas sempre teve maior vontade de ter sua própria empresa. “Não me encontraria fazendo outra coisa. Ainda estou apaixonado, é a minha garota”, diz em relação ao Buscapé, que hoje ostenta mais de 11 milhões de produtos cadastrados, estando presente também nos EUA, Argentina, Colômbia, México e outros 17 países da América Latina.  

Sempre ávido por informação e disposto a discutir modelos de negócios, Romero deu dicas preciosas sobre o melhor momento para o empreendedor se aproximar do investidor: “No começo, fazíamos a POLI-USP, que é quase integral, estagiávamos e tocávamos o Buscapé de madrugada. Ficamos meio ano assim, até receber o primeiro investimento”, conta Romero. Ele explica, ainda, que a oportunidade só surgiu porque o site já tinha usuários e já tinha aparecido na mídia. “Mensure os riscos, veja quanto você pode investir. Mas tente ao máximo chegar perto de um protótipo funcional, pra que você possa mostrar valor real”.