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Programa de Mentores da Fundação Estudar

07/12/2011

Ciclo de retribuição contínua permite que bolsistas experientes mentorem os mais novos

Quem não quer ter acesso a uma qualificada transmissão de sabedoria em um aconselhamento personalizado? O Programa de Mentores da Estudar tem esse intuito: promover uma reflexão sobre a vida e carreira profissional, contribuindo para aprimorar o desenvolvimento dos bolsistas envolvidos (tanto mentores, como mentorados). Após pesquisas e análise de perfil, a Estudar forma os pares; um bolsista mais experiente se dispõe a orientar um mais novo por meio de encontros ao longo de um ano – informalmente, pode durar a vida inteira.

“O programa de Mentoring é eficaz porque seu formato permite repassar conhecimentos e competências, sempre com a intenção de trocar experiências e desenvolver a autonomia do mentorado”, explica Julia Muniz, responsável por gerenciar o mentoring na Fundação Estudar. Claudio Maurício Freddo, bolsista de 1999, e um dos mentores do programa, endossa: “Percebemos que as pessoas são iguais, mas com experiências diferentes por conta da idade e de outros fatores. O importante é ensinar a ‘aprender a aprender’”, explica Freddo. “É um trabalho de formiga, não é algo para inglês ver”, completa.
 
Ativo nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, o programa de mentores parece mesmo ter esse caráter facilitador, ajudando os mentorados a descobrirem as direções que querem seguir, em uma dinâmica na qual vale mais formar as perguntas certas do que transmitir respostas prontas.

Parceria com o ISMART

Com metodologia amadurecida e número crescente de participantes, o Programa de Mentores se expandiu e hoje também funciona em parceria com o ISMART - Instituto Social Para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos. Voluntariamente, bolsistas da Estudar mentoram bolsistas do ISMART que estão na universidade. É o caso de Leonardo de Castro, mentorado por Claudio Freddo. Cursando o 5º ano de Direito, na Mackenzie, ele não poupa elogios ao programa: “Foi fascinante. Dificilmente eu teria esse nível de orientação, altamente esclarecedora, na faculdade ou em uma escola”, conta Leonardo, para quem o programa foi essencial por tê-lo ajudado a pensar no desenvolvimento integral de sua carreira, abrindo-se para a possibilidade de experiências internacionais, por exemplo.

Samir Rodrigues, que se formou em Engenharia pelo ITA, também aprova com entusiasmo o programa. Mentorado por Carla Diniz, bolsista de 2006, diz ter aprendido a organizar as idéias e objetivos. “Talvez o que mude mais seja a sensibilidade da pessoa em relação a determinados assuntos relacionados à carreira”, explica Samir. Maria Amélia Sallum, diretora do ISMART, confirma o sucesso da iniciativa: “os alunos tem tido um contato recorrente com seus mentores. O importante é que estão criando um canal de comunicação entre si”, afirma.